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23.12.06

Quem poderia mudar o mundo pra sempre?

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Único Filho, para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3.16

Escrevo agora algo sobre o Natal, associado às coisas que escrevi nas duas últimas postagens e às notícias que tenho escutado recentemente.
Tenho desabafado muito a respeito da minha condição e da condição do mundo, depravada e aparentemente sem esperança. Parece até que tenho sido pessimista e que realmente não vejo esperança para o mundo. Em partes, isso é verdade. Tenho sido pessimista quando eu olho apenas para o esforço humano. Por melhor que o homem venha a ser, por sua própria força, ele não conseguirá transformar a humanidade.
Mas é aí que entra o meu lado esperançoso...
Seres humanos não mudam seres humanos. Podemos fazer diferença e até levar os outros a pensar sobre a vida, mas mudar atitudes, modos de viver e filosofias só Deus mesmo. E quer saber? Ele é o que está mais interessado nisso.
Comecei ler esta semana um livro que se chama “Por que Sou Cristão”, de John Stott. Uma das coisas que é enfatizada no livro é o fato de que o autor não é um cristão simplesmente porque foi criado em um lar cristão, mas porque ele percebeu que Deus “corria” atrás dele como um cão de caça, assim como os cães pastores correm atrás das ovelhas que saíram do percurso estabelecido pelo pastor. Deus é o que está mais interessado na nossa restauração e, consequentemente, em estarmos perto DELE. Porque Ele é doido pela obra prima de sua criação: o homem e a mulher. Ele ama o mundo de uma forma inexplicável, que alguns pode pensar que Suas atitudes chegam a ser loucura. Ele não admite que estejamos separados DELE. É aí que entra a história e o significado real do Natal. Por que Deus quer ver o homem perto dele, buscando Suas coisas, que Ele enviou Seu Filho, Jesus, ao mundo. O mais legal disso é que Deus não forçou Jesus para vir ao mundo. Jesus quis abrir mão da sua divindade por amor a nós. E veio à Terra em forma de homem pecador, mas não pecou uma vez sequer. Ele abriu mão da companhia do Seu Pai para ficar conosco, nos ensinar e, a parte triste da história, ser traído por nós, ser morto por nós e em nosso lugar.Nós é que deveríamos ter morrido. Somos culpados por todas as maldades que continuamos a praticar nos dias de hoje. Continuando, Deus nos amou tanto que foi capaz de virar o rosto contra Jesus e deixa-lo morrer. Seu Amor maior morto, por minha e por sua causa. Claro que hoje Jesus não está morto. Ele vive! E está no céu com Deus. E desde o momento da ressurreição até os dias de hoje, Deus deseja ardentemente que nos rendamos ao Seu amor, porque só este amor pode melhorar nossa visão de mundo e nossas atitudes diante às situações atuais.
O problema é que, por causa do nosso orgulho, fechamos as portas para Seu amor. Prova disso é a mudança do sentido do Natal. Deveríamos comemorar o nascimento de Jesus, mas ao contrário, transformamos este momento em uma festa capitalista (vendas de presentes), momento de descarrego da consciência (buscamos agradar os outros e “fazer o bem” mais nesta data do que em qualquer outra do ano – como se só em dezembro devêssemos fazer o bem) e de satisfação dos nossos interesses. Atualmente, nos Estados Unidos e na Inglaterra tem-se discutido a possibilidade de se tirar das decorações de Natal os enfeites de cunho cristão, como presépios e o próprio menino Jesus, por causa da ofensa que isso pode gerar às outras religiões. Desculpem-me aos que tem para si outras religiões, mas é um absurdo (e praticamente impossível) comemorar o verdadeiro Natal sem Jesus. É como dar uma festa de aniversário sem chamar o aniversariante.
Deus é Real. Jesus é Real. Seu Amor por nós é Real. Mas temos deixado isso tudo virar mentira quando damos mais importância a nós mesmo. Mais uma vez o orgulho acabando com nossa vida.
Eu quero que no meu coração (e no coração de quem está lendo esta postagem) esteja firme o verdadeiro sentido do Natal, que é Jesus. Pois só Jesus é a esperança de mudança da humanidade. Só o amor dele pode mudar o meu coração e o seu coração também.

Desejo a todos um Feliz Natal, com Jesus e um ótimo Ano Novo (com Ele também)!
Abraços

5.12.06

Reflexo do meu ego

Ultimamente tenho tido certas impressões fortes a respeito da humanidade, a respeito da comunidade cristã e ao meu respeito. Não sei se vou conseguir escrever tudo o que sinto; não sei se o que sinto é certo, se é julgamento sem base ou se é a realidade; talvez seja um desabafo. (Me desculpe pelo texto ser grande).

Como o ser humano é mesquinho! Como somos falsos! Como eu sou falso.

Às vezes eu acho que sou uma grande mentira (foi um amigo que me fez perceber isso). Pareço ter um estoque de máscaras guardadas dentro de mim e para cada pessoa ou grupo com o qual me relaciono, eu retiro uma delas e me disfarço. O meu orgulho não me deixa ser quem eu sou (eu já disse isso antes). E parece que isso é uma atitude natural. Minto com a justificativa de que estou privando alguém de coisas ou palavras que trazem sofrimento. Prefiro fazer a caveira dos outros ao invés de me expor. Tenho pensamentos impuros. Muitas vezes não tenho controle sobre os meus pensamentos. Por mais que eu admire e até deseje ser como Cristo, não consigo me desvencilhar de mim mesmo, mas me coloco sempre no centro e esqueço das pessoas que me cercam. Como diria uma amiga minha “Tenho a memória muito curta”, não só para com algumas matérias da universidade e algumas atividades, mas para com as lições aprendidas no decorrer da minha vida. Não sei como Deus tem tanta paciência para comigo e insiste em me ensinar. Muitas vezes não sei dizer NÃO, com medo de magoar os outros. Muitas vezes omito a verdade na qual eu acredito (Jesus Cristo como único Filho de Deus, Salvador daqueles que nele crê), por achar que posso ofender alguém, ou por achar que não é a hora certa ou que não é o jeito certo de se falar. Prefiro ouvir uma fofoca que fulano tem para espalhar ao chamar sua atenção. Prefiro comentar a respeito da vida dos outros ao ir atrás da pessoa, da qual eu estou falando, e perguntar se ela está precisando de ajuda em alguma coisa. Prefiro dar uma esmola a uma pessoa do que me envolver com ela e tentar levá-la a sair da situação em que se encontra. Acomodo-me demais com a injustiça. Desde uma fila cortada até corrupções em meio à política. Acomodo-me demais com a minha situação depravada. Não tomo atitudes com relação a minha passividade. O pior é que eu penso que há uma grande possibilidade disso piorar. Não só em mim, mas em todo o mundo. É muito triste ver a corrupção rolando solta e ninguém fazendo nada. É deprimente saber que organizações, movidas pela avareza, desprezam a vida em função de lucros. Que milhões de pessoas morrem de fome enquanto eu desperdiço comida. É repugnante saber que ao mesmo tempo em que somos a favor da paz, discriminamos os que estão ao nosso lado e os humilhamos com palavras mortíferas. É muito ruim ver o egoísmo transbordando nas pessoas. Pessoas que vivem a filosofia distorcida do “Carpe Diem” para buscar satisfação própria. “Que se danem as gerações futuras. Eu quero arrancar (literalmente) o máximo do que a natureza tem a me oferecer”. Não enxergamos os outros como iguais a nós. “Sou melhor do que os que estão ao meu redor”. Mundo individualista. Mundo mesquinho. As instituições estão falidas, as leis humanas não são justas, a moral cristã não é tão moral (nem tão cristã)... Qual é o sentido para todas estas atitudes debaixo do sol?

Eu, como humanidade, sou responsável por isso. Estamos cavando nossa própria sepultura. O pior de tudo é que sabemos que somos podres. E esta podridão nos mata. Somos os culpados por ainda existir pobreza em grande escala no mundo; somos responsáveis pelas mortes injustas em guerras ridículas; somos os culpados por ainda existirem corruptos no poder. Nós somos os culpados e não Deus. Deus não tem culpa se continuamos a escolher os caminhos errados, as nossas próprias verdades ao invés do Caminho correto, da única Verdade e da verdadeira Vida que é Jesus. E sabe de uma coisa? Eu vou continuar sendo assim e provocando esta catástrofe mundial se eu não assumir minha condição de pecador; se eu não questionar as minhas atitudes e correr atrás de meios que gerem mudanças na minha vida. E continuo afirmando que “sozinho, por mim mesmo, não tem jeito” de mudar. Só vamos começar a melhorar quando nossas máscaras caírem. Quando o centro da nossa vida não for mais comandado pelo meu “eu interior” e sim por quem nos criou. Por quem é nosso dono por direito: JESUS. Pode parecer careta, doideira, seja lá o que for, mas se eu não negar as minhas vontades e não deixar Deus dirigir minha vida, o mundo continuará sendo reflexo do meu ego, das minhas mentiras, das minhas máscaras, da minha podridão. Tomara que isso não seja apenas palavras, mas faça diferença na minha vida.

“Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm. 3.23