Elogios a mim dirigidos
Se convertem em artifícios malignos
Toda vez que despertam
Meu monstro interior adormecido
Na ocorrência do que aqui está dito
Mal põe-se de pé a criatura
E já lhe subi nos ombros
E apontando ao longe
Sussurro em seu ouvido o louco plano:
“Tomemos de assalto o mar!”
Estúpido
Vejo-me a exclamar
E desastrosamente minúsculo
Avançamos com passos trôpegos
O espelho conspira contra mim
Visto que insisto perseguir
O triste prêmio da fama
Texto e Foto: Paulo Sacramento
