14.5.08
não há se
E se eu desistisse de ser poeta?
E se eu desistisse de querer brincar?
Se eu desistisse de ser profeta?
Se eu desistisse de querer amar?
E se, depois da primavera, não vier o verão?
E se a cantiga mais bela perder sua emoção?
Se a menor das rosas não desabrochar sua flor?
Se minha vida mais viva perdesse a cor?
Já diria de mim "é passado o sentido"
Não estaria comigo a luz que em mim habitou
No entanto digo "que isso tudo é impossível,
Visto que o amor mais bonito sobre mim, um dia, se derramou"
Por esse amor, é certo que farei poemas
E por causa dele, com as crianças, ainda brincarei
E direi aos mais velhos "Ainda Vive a Esperança!"
A Esperança de se ver cumprida a vida que um dia sonhei
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