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27.12.08

lá vai Deus...


E lá vai Deus sem sequer saber de nós
saibamos pois
estamos sós
Passeando - Marcelo Camelo

Passeio pela multidão de sozinhos
Alagadas em suas lagrimas e entulhos que os soterram
Choram a dor de viver
sem lar
sem abrigo
sem saber se há alguem que os vê,
Os assiste em seu sofrer.

Em um momento de insanidade,
Deparados com a dor da realidade,
Cospem em último suspiro de força:
"Lá vai Deus, sozinho, à frente.
O que resta de nós?"

Silêncio
é o único som que se escuta do céu.
E os que desenhavam esperança no olhar,
Ao chorarem uma prece de algústia,
Fecham os olhos...
Mordem os lábios...
É o Fim!

...

Até que o Deus que ia sozinho à frente
Chega onde queria chegar!
Não impede que as lágrimas celestes transbordem os rios amargos,
Mas toca o coração amargo dos sozinhos na multidão:
Faz com que vejam a dor dos soterrados em agonia.
E a esperança renasce como o sol de domingo,
mesmo com os dias nublados de Dezembro,
Quando vê-se estendida a mão aos desalentados

"Noite Feliz, Noite Feliz"
A vida é reconstruída aos poucos,
depois das enchentes do sofrimento.
A força para limpar os entulhos
vem daquele que caminha sozinho, à frente.
Daquele que sofre primeiro a nossa dor
Corre antes da gente,
à frente,
para voltar correndo
com boas notícias e um abraço apertado:
"Eu não te deixarei".

"(As pessoas que acreditavam em Deus),
porém, disse(ram):

'O Senhor (nos) abandonou,
o Senhor (nos) desamparou.'

Haverá mãe que possa esquecer
seu bebê que ainda mama
e não ter compaixão do filho
que gerou?
Embora ela possa esquecê-lo(s) ,
eu não me esquecerei de você(s)!
(...)
declara o Senhor"
Isaías 49.14,15 e 18 (NVI)


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Semana passada eu pensei algumas vezes em como sou indiferente ao que acontece de trágico com pessoas como eu. E quando não sou indiferente, como sou limitado e as vezes não possuo condições nenhuma de ajudar.
Há muito não se ouvia dizer em chuvas tão fortes em Santa Catarina e, recentemente, em Minas Gerais também, que trouxe tanta destruição.
E essa semana celebramos o Natal. Dia em que comemoramos a esperança de uma nova Vida no nascimento de Jesus, o menino Deus. Diante disto e das coisas que tem acontecido, dá mesmo para perguntar: "onde está essa esperança numa situação dessas?". É nesse momento então que vejo minha caixa de e-mail com alguns textos de pessoas que tem se movimentado para ajudar os que foram e estão sendo vítimas dessas chuvas. Estudantes e profissionais, pequenas e grandes instituições (nacionais e internacionais), têm se mobilizado a ajudar. Dai eu vejo que ela, a esperança, realmente é viva e não tem como matá-la. Pode ser que algumas pessoas pensem que essas ações venham do próprio ser humano. Apesar de achar que existe o desejo de bondade no coração do homem, não acredito que esse desejo nasça dele mesmo. Creio que o mesmo Cristo que veio para trazer salvação para nossa alma, traz esperança de solução dos nossos problemas cotidianos hoje também e inspira os homens a desenvolver essa esperança. Deus está disposto a não nos desamparar em nada e Ele demonstra isso através de atos de solidariedade como temos visto.
Glórias a Deus por sua Graça e seu Amor que nunca deixa de nos alcançar!

Se você quiser ajudar, existe um projeto que tem arrecadado recursos para ajudar pessoas da cidade de Itajaí, Santa Catarina.
http://projetoitajai.blogspot.com/

24.12.08

Feliz Natal!!!



Não posso deixar de desejar a você um Feliz Natal.
Desejo mesmo que seja Feliz, pois para mim é uma das datas que mais me traz alegria e esperança.
Seria bom imprimir esses sentimentos em você e em todo o mundo. Seria bom se todo mundo experimentasse, nem que fosse só um pouquinho, do poder e da graça real desta data. Seria bom se levassemos seu sentido todos os dias do ano novo que vem chegando. Nem precisariamos de previsões ou espectatívas. É certo que seriam dias melhores, se o real significado do amor nos acompanhace.
Quem sabe, eu desejando bem forte isso, Deus nos dê a alegria de desfrutar do seu melhor presente (seu AMOR eterno)?

Espero mesmo que celebremos o Natal com esse amor! E celebremos a vida na companhia de quem o inspira: Jesus!


15.12.08

cansei

Este post não tem a ver com o poema de minha amiga Bárbara.
Apesar de falar de cansaço.
É, realmente. Cansei (bem rápido por sinal) do meu último layout - mesmo tendo gostado do desenho.
Acho que o que está agora, deve ficar até acabar o ano pelo menos.
Vou cansar dele rápido também.
Mas por agora não to com muita paciência pra tentar ser criativo.
Não estou dizendo com isso que este terrível post vai ser o meu último do ano. Espero que não. rs
Ainda tenho o que falar com quem tem paciência de me ouvir (ou ler, no caso rs).

Abraços :)

11.12.08

in.Sensibilidade


"Irmã mais velha"
poderia chamá-la assim
Talvez mais madura...
Não, chega.
Ela vai acabar me batendo.
Principalmente por ser só um ano e alguns meses
de diferença
Nem é tão distante
Ou diferente
a nossa cuca
Pra falar a verdade
as idéias são as mesmas (a maioria)
os medos semelhantes
as expressões ao falar estão presentes nos dois
Só que eu sou fotogênico (hehe)
Ela não :)

Dois muleques
Sentimentalmente parecidos
E divergentes na idade
(e no tamanho também rsrs)

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Custou para ela achar que ficou legal, mas saiu um desenho que já está no blog de uma amiga querida (Ivny)... O desenho que fiz teve como base a obra "Ela é tão romântica" de Jana Magalhães. Gosto demais dos desenhos dela! E gosto demais das idéias da minha amiga! (E das idéias do meu amigo também, né Marquinhos?! hehehehe).

7.12.08

Beija-flor e o lírio


Foto: Gallery


Um dia desses passeava de carro pela reta da universidade com um amigo. Ele dirigia e eu observava de fora a minha rotina. Universidade, símbolo da busca pelo conhecimento moldado por grandes pensadores da antiguidade. Fábrica de fotocopiadoras e pessoas preocupadas apenas com resultados, coeficientes e um bom salário depois de formadas. Chega a ser indignante ver como sou dominado por essa rotina diária de forma tão sutil. Nunca há tempo para pensar que o estudar poderia ser um pouco mais divertido e seu fim poderia ser bem mais proveitoso do que só adquirir boas notas ao final do semestre, por causa de uma bolsa de iniciação que pretendo conseguir no ano seguinte. Nunca há tempo para ver que a lágrima de um amigo cai hoje em seu copo amargo de suco, enquanto me despeço rapidamente por ter que estudar para uma prova.

Bem, mas como estava dizendo, andava de carro pela universidade. Nesse momento me via apenas como espectador da peça da vida. Foi lindo perceber os elementos de cena, que normalmente passam despercebidos na correria. A belíssima orquestra de pássaros, regida pelo som dos ventos e do chacoalhar das folhas dançantes. O céu com seu dégradé: do azul para o rosa, por ser de tardezinha e a luz do sol pintar de forma espetacular belíssimas cores nas nuvens, que se espalham sobre a cabeça. O tom de verde da copa das árvores em perfeita harmonia com seu tronco marrom e o espetáculo, que acabei de descrever agora a pouco. Uma linda garotinha, toda branquinha, com seus cabelhos castanhos enroladinhos, segurando firme a mão de sua mãe. Ela toda bonitinha em seu uniforme, tinha suas sardinhas como espelho de sua alma infantil: alegria e singeleza. Eu esbocei um sorriso enquanto debruçava-me sobre a janela aberta do carro e o vento acariciava meu rosto. Foi então, em uma das giratórias da reta, pude perceber um solo em meio à todo aquele espetáculo de cores, música e mágica: um pequeno beija-flor faz congelar toda a vida em alguns segundo. E os lindos lírios, amarelos que só eles, suspiram por receber o beijo mais esperado do dia. E em toda sua leveza, o pequeno passarinho, depois de tirar suspiros de sua flor, descansa sobre uma de suas pétalas. O lírio balança levemente, só para acomodar melhor seu amigo enamorado. Voltei a respirar. E nesse instante, chamei a atenção de meu amigo para o que acabei de ver.

“Ah! Pára Lucas! É apenas um colibri pousando em cima de um Lilium longiflorum. Deixa de sentimentalismos. Temos prova daqui a pouco.”

Ele sabia muito bem a matéria. Mas como espectador pude comprovar minha teoria: a graça escorre por entre os dedos e a beleza se perde enquanto somos transformados em máquinas fotocopiadoras, reprodutoras de saberes preto-e-branco.

Depois reclamamos que a vida não faz sentido... Não deixamos os beija-flores beijar nossa alma.

1.12.08

...


Não tornarei minhas idéias em um mundo diário, mas trarei meu mundo diário para as minhas idéias e farei de mim um filósofo do meu ser.